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Quarta, 07 de abril de 2010, 16h58
HISTÓRIA DO ESGOTO

Por Assecom

Cronologia Histórica do Sistema de Esgotamento em Cuiabá

Por Neila Barreto
[1]

O esgoto quando não tratado pode contaminar a água utilizada no abastecimento, nos alimentos, nos utensílios domésticos ou pode ser transportado por insetos provocando assim nova infecção. Outro aspecto importante é a preservação do meio ambiente, pois as substâncias presentes nos esgotos exercem ação deletéria nos corpos d’água, onde a matéria orgânica ocasiona o consumo do oxigênio dissolvido provocando assim a morte de peixes e outros animais aquáticos.


O Sistema de Esgotamento Sanitário de Cuiabá era basicamente constituído pelos subsistemas dos núcleos habitacionais construídos pela Companhia de Habitação Popular -COHAB – MT, hoje inexistente. Estes subsistemas foram concebidos para uma operação aliados às soluções adotadas, ao comportamento da população e a qualidade das obras executadas.

A princípio, em Cuiabá o sistema de esgoto era, em sua maioria, destinado à drenagem dos quintais nos períodos de chuvas, assim sendo é praticamente impossível um tratamento com a melhor tecnologia de projetos serem suficientes para receber estas sobrecargas; além do que há um grande volume de assoreamento das redes.

O esgoto doméstico de Cuiabá possui características distintas em função do período de ocorrência de chuvas, assim durante os meses secos e com chuva, o esgoto doméstico recebe uma sobrecarga somente de limpeza de quintais, e aumenta o assoreamento, e por ser em pequeno volume e com características pouco alteradas exala mau cheiro, incomodando pelo odor, pois não estando selado, as galerias de águas pluviais são conectadas ao meio exterior pelas bocas de lobo, fato que ocorre ainda, até hoje.

Quando ocorre o período de chuvas intensas o esgoto doméstico recebe uma grande sobrecarga de água pluvial, e incomoda pelos refluxos e transbordamentos, pois a rede está assoreada e não dimensionada para o uso irregular como galeria de águas pluviais; além de que a forte diluição prejudica os meios tradicionais de tratamento pela oxidação aeróbica e anaeróbica, pois a vazão é muito superior á capacidade das Estações de Tratamento de Esgoto, causando uma destruição total da cadeia biológica.

Revendo a história do esgotamento sanitário em Cuiabá, encontramos documentos referentes ao assunto em diversos governos. No governo de Manuel José Murtinho (16/08/1891-15/08/1895), em relatório de governo, no ano de 1894 já demonstrava preocupação com a “Hygiene e Saúde Pública”, em relação ao esgotamento sanitário de Cuiabá, quando o governo aprovou estudos de abastecimento de água, de rede de “exgottos” e iluminação elétrica, mandando publicar edital de concorrência pública, no Rio de Janeiro e, em São Paulo , para execução dos serviços que foram orçados em: (abastecimento de água – 1.499:678$700), Rede de “exgottos” – 1.152:268$381 e iluminação – 1.006:673$150
[2].

No relatório do governo do ano de 1896, autoridades da época diziam que:

O Sistema de Esgotamento Sanitário de Cuiabá era basicamente constituído pelos subsistemas dos núcleos habitacionais construídos pela Companhia de Habitação Popular -COHAB – MT, hoje inexistente. Estes subsistemas foram concebidos para uma operação aliados às soluções adotadas, ao comportamento da população e a qualidade das obras executadas.A princípio, em Cuiabá o sistema de esgoto era, em sua maioria, destinado à drenagem dos quintais nos períodos de chuvas, assim sendo é praticamente impossível um tratamento com a melhor tecnologia de projetos serem suficientes para receber estas sobrecargas; além do que há um grande volume de assoreamento das redes.O esgoto doméstico de Cuiabá possui características distintas em função do período de ocorrência de chuvas, assim durante os meses secos e com chuva, o esgoto doméstico recebe uma sobrecarga somente de limpeza de quintais, e aumenta o assoreamento, e por ser em pequeno volume e com características pouco alteradas exala mau cheiro, incomodando pelo odor, pois não estando selado, as galerias de águas pluviais são conectadas ao meio exterior pelas bocas de lobo, fato que ocorre ainda, até hoje.Quando ocorre o período de chuvas intensas o esgoto doméstico recebe uma grande sobrecarga de água pluvial, e incomoda pelos refluxos e transbordamentos, pois a rede está assoreada e não dimensionada para o uso irregular como galeria de águas pluviais; além de que a forte diluição prejudica os meios tradicionais de tratamento pela oxidação aeróbica e anaeróbica, pois a vazão é muito superior á capacidade das Estações de Tratamento de Esgoto, causando uma destruição total da cadeia biológica.Revendo a história do esgotamento sanitário em Cuiabá, encontramos documentos referentes ao assunto em diversos governos.

Parece-me que dentre toda a mais urgente cuidar-se dos     exgottos, fazendo-se a drenagem das águas servidas em galerias cobertas, e se canalizado o córrego da Prainha para dar-lhes escoamento”. [3]


Em 1933, a prefeitura de Cuiabá (Júlio Strubing Muller – 1930-1933) construiu 200 metros de rede de esgoto de 40 cm de diâmetro, na Rua 13 de Junho, entre a Praça da República e a Avenida Generosa Ponce, 68 metros na Travessa Cabo Agostinho; 86 metros na Avenida Joaquim Murtinho e reconstruídos os esgotos da Lagoa e Porto do Meio, no segundo Distrito (Porto), em Cuiabá. [4]

Em carta do presidente do Conselho Nacional de Proteção aos índios, Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, datada de 06/12/1952, anexo com outros documentos, foi encontrado um orçamento para a execução dos serviços de esgoto de Cuiabá, enviado pela diretoria da EFLA – Empresa de Força Luz e Água, ao governador Fernando Corrêa da Costa. O documento era um relatório da precária situação dos esgotos na capital, cuja solução seria por meio de canalização e depuração dos esgotos com digestão em fossa Imhoff com capacidade para mil casas, incluindo tanques de secagem das lamas e emissário de lançamento dos efluentes no rio Cuiabá, no valor de CR$ 9 milhões e 520 mil e apontava a solução de lançamento dos esgotos “in natura” no rio, reduzindo para CR$ 6 milhões 910 mil o custo das obras.
[5]

No ano de 1952 foi construído o sistema de esgotamento sanitário, tendo por base projeto que consistia em redes coletoras de esgoto distribuídas por 11 Sub-bacias ou Distritos, coletor-troncos, ao longo do Córrego Prainha, executado no governo de (Fernando Corrêa da Costa – (31/01/1951 a 31/01/1956) pela empresa Saturnino de Brito), cobrindo uma área de 627 hectares na parte central da cidade. O projeto visava atender à época, uma capacidade de 160,00 litros por segundo (l/s) e previa a construção de estação de tratamento de esgoto em 08 módulos, com capacidade de 20,0 litros por segundo (l/s) cada. A Estação de Tratamento de Esgoto foi construída, onde hoje está localizada a Estação de Tratamento de Esgoto engenheiro Zanildo Costa Macedo, no bairro D. Aquino, constando de gradeamento, desarenação, tanque Imhoff e leito de secagem. O lançamento do esgoto (efluente final) da estação depuradora seria no rio Cuiabá a 36 metros da margem, por tubulação submersa, ainda quando os serviços de água e esgoto eram administrados pela obsoleta Diretoria de Luz e Água, transformada em EFLA – Empresa de Força, Luz e Água, no governo Corrêa Costa, criada em 1954.

Desse projeto, foram construídos até 1958, no governo João Ponce de Arruda – (31/01/1956 a 31/01/1961), apenas 18,00 km de rede coletora de esgoto abrangendo as seguintes Ruas: Comandante Costa, Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), Dom Bosco e Voluntários da Pátria (centro antigo da cidade – bacia 17 – córrego Prainha), com 3.300 metros de coletor tronco, ao longo do córrego da Prainha, e um módulo de estação de tratamento de esgoto, nas proximidades do cruzamento das Avenidas Senador Metello e Tenente Coronel Duarte (Prainha - Porto), composto por Tanque Imhoff e leito de secagem, demolidos em 1.978, quando foi realizada a duplicação e pavimentação do último trecho da Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha - Porto), em Cuiabá.

Por motivos desconhecidos, porém, não foram realizadas as ligações domiciliares, o que motivou o completo abandono do sistema de tratamento do esgoto. Com o passar do tempo, a rede de esgotamento sanitário assentada foi seccionada em vários pontos, em virtude de obras realizadas nas vias públicas.

No ano de 1956, a 4 de agosto, o governador João Ponce de Arruda sancionou a Lei 832, criando as Centrais Elétricas Mato-grossenses S/A - CEMAT, tendo como objetivo a realização de estudos, projetos e construções de operação de usinas, construções de usinas e linhas de transmissão, cujas atividades na capital, eram sustentadas pela Hidráulica, do Porto, porém os serviços de água e esgotos ainda continuaram sendo administrados pela mesma autarquia.

Mais tarde, em 1966, foi criada a Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso-Sanemat, no governo Pedro Pedrossian (31/01/1966-15/03/1971), desvinculando os serviços de água e esgoto, da energia elétrica, criando assim, a SANEMAT para o gerenciamento da água e do esgoto e a CEMAT para gerenciar a energia elétrica, no estado de Mato Grosso.

De acordo com as informações do engenheiro Élzio Francisco Calábria, chefe da Residência do DNOS – Departamento Nacional de Obras e Saneamento (1968), o órgão efetuou várias concorrências destinadas às obras de reforma do córrego Prainha, aquisição de tubulação de água e ampliação do serviço de esgoto, na gestão do Prefeito de Cuiabá – Frederico Carlos Soares de Campos (1967-1969).
[6]

No ano de 1971 – a Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso - SANEMAT contratou os serviços da COPLASA S/A para melhoria e ampliação de 600m de rede coletora de esgoto, a qual foi concluída.

Com o objetivo de executar obras de forma integrada com outras entidades, em 1972, a Sanemat construiu os coletores troncos da Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), juntamente com as obras de pavimentação e canalização do córrego Prainha. A execução dos coletores troncos obedeceu a um projeto elaborado pela empresa SERETE. Foram assentados dois coletores, um em cada margem do córrego, que ia da Praça da Igreja do Rosário (centro) até a Rua Major Gama (Porto), além dos sistemas isolados existentes em núcleos habitacionais (Cohabs), da cidade de Cuiabá.

Em 1973 foi elaborado o Relatório Técnico Preliminar para o sistema de esgoto sanitário em convênio com a Sudeco/Sanemat/Prefeitura para Cuiabá e projeto técnico de esgoto para o Centro Político Administrativo - CPA (completo), em Cuiabá. Em 1974 foi executado o projeto e obra de esgoto para Cuiabá e, em 1975 – A Sanemat aderiu ao Plano Nacional de Saneamento – PLANASA.

Foi instalado em 1978, em vários bairros da capital, o sistema convencional isolado de esgotamento sanitário. Com o advento de financiamentos para construção de conjuntos habitacionais foram implantados sistemas isolados de esgotamento sanitário em diversos núcleos habitacionais de Cuiabá.

Em 1979 foi criada a Companhia de Saneamento de Mato Grosso do Sul –Sanesul, com a divisão do estado de Mato Grosso.

Somente em 1981 as primeiras providências foram tomadas a fim de implantar o primeiro Sistema de Esgoto Sanitário que beneficiaria Cuiabá e Várzea Grande. Na área do esgotamento sanitário, o número de ligações passou de 8.080 em 1982, para 12.406 e, as economias de 8.939 para 13.599.

Nos anos de 1982, 1984 a 1985 foi realizada a elaboração do projeto de esgoto sanitário no período de 03/1984 a 12/1985, com investimentos de CR$ 2.408.649.586,00, para os municípios de Cuiabá e Várzea Grande, pela Geotécnica. Em 1985, a Concorrência Internacional para a construção do sistema de esgoto sanitário Cuiabá/Várzea Grande, tendo como vencedora a Mendes Júnior. Assinatura de um novo contrato com a Mendes Junior e inicio das obras aconteceu em 1987e, em 1990 deu-se a Implantação dos coletores e ETE engº Zanildo Costa Macedo.

No ano de 1991 foi executada a elaboração de cerca de proteção da Lagoa do CPA III e melhoria do Sistema de Esgotamento Sanitário com a recuperação da Lagoa e do coletor tronco do CPA e, em 1992 reiniciadas as obras da ETE Engº Zanildo Costa Macedo.


Estação de Tratamento de Esgoto Engº Zanildo Costa Macedo

A Estação de Tratamento de Esgoto das cidades de Cuiabá e Várzea Grande tiveram inicialmente, a denominação de Estação de Tratamento de Esgoto – ETE CUIABÁ e está localizada no perímetro urbano de Cuiabá, à margem esquerda do rio Cuiabá, tendo como frente à Avenida Beira Rio e fundos com a Avenida Carmindo de Campos, próximo ao Parque de Exposição Agropecuária, no bairro D. Aquino. O tratamento projetado foi em nível secundário por aeração prolongada, com nitrificação e desnitrificação. A área ocupada pela ETE em 1ª etapa seria de 196.000m², cuja operação iniciou em fevereiro de 1990.

A Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso – SANEMAT à na época, encontrou dificuldades para conseguir financiamento para que o projeto elaborado fosse cumprido: “por questões que independeram da vontade da SANEMAT e das ações do Governo Estadual, as perspectivas de obtenção dos recursos previstos, ficaram temporariamente eliminadas”. A Geotécnica justifica também em relatório esta dificuldade de obtenção de recursos. Estes Problemas levaram a construção de apenas parte da primeira etapa projetada.

A partir do ano de 1985, na gestão do engenheiro Vicente Frederico Gaíva, na presidência da Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso – Sanemat, (Governo Carlos Gomes Bezerra - 0/03/1983 a 23/05/1986), iniciou-se o projeto de sistema de coleta de esgoto com separador absoluto para Cuiabá e Várzea Grande. Este sistema visava o tratamento do esgoto sanitário pela Estação de Tratamento de Esgoto Eng° Zanildo Costa Macedo, localizada no bairro Dom Aquino, denominado sistema convencional integrado de esgotamento sanitário.

Dentre as alternativas analisadas pela Geotécnica para o sistema de esgoto destas duas cidades, a que se mostrou mais viável do ponto de vista técnico e econômico, foi a de uma Estação de Tratamento dos Esgotos única, localizada em Cuiabá.

O sistema concebido seria construir em duas etapas, a primeira atendendo uma população de cerca de 319.000 habitantes com uma vazão de 1.282 L/s, para os anos de 1987 a 1995, e a segunda com duplicação do tratamento atenderia uma população de 861.000 habitantes com uma vazão de 2.564 L/s para os anos de 1995 à 2.005.

A Estação de Tratamento de Esgoto Engº Zanildo Costa Macedo, também conhecida como ETE Dom Aquino iniciou a sua operação em 1990, com objetivo de receber e tratar 1.200 l/s de esgoto do Município. Conforme Relatório elaborado pela Geotécnica, foram previstas as seguintes unidades para ETE: - Caixa de chegada, - Calha Parshall para medição da vazão de entrada, - duas grades mecanizadas, - duas caixas de areia, - duas unidades de tanque de aeração, - seis unidades de decantadores secundários, - uma elevatória de recirculação de lodo, - Uma elevatória de lodo excedente, - duas unidades de adensadores de lodo por flotação, - Três filtros prensas para secagem do lodo, - Uma elevatória de lodo para filtro prensa, - Um edifício de administração e comando contendo 3 pavimentos com uma área de 1.368 m², - Um edifício de manutenção, - Uma casa de compensadores, - Um canal efluente dos esgotos tratados.

Conforme Geotécnica, face às experiências recentes com estudos de fluxo hidráulicos e floculação de lodos, foi resolvido calcular os decantadores secundários com área superficial de decantação proporcional à taxa de 1/m³/m²/h, para vazão máxima, e incluir adicionalmente uma câmara de floculação na entrada com tempo de detenção de aproximadamente 15 minutos à vazão máxima com retorno de lodo de 100%.

A E.T.E. Engº Zanildo Costa Macedo possui um sistema de tratamento de resíduos sanitários líquidos que opera pelo processo de lodos ativados com aeração prolongada e descarga do efluente final no Rio Cuiabá. É um sistema com grande remoção de DBO, consta atualmente com as seguintes unidades: caixa de chegada, Calha Parshall, gradeamento, (01) caixa de areia, (01) Tanque de Aeração. Existem (02) decantadores secundários e, está sendo construído o terceiro, sendo que uma dessas unidades encontra-se em fase final de construção e se refere à ampliação do sistema, canal efluente do esgoto tratado.

A figura n º 2 mostra o Layout da ETE do que havia sido proposto no projeto inicial para o 1º módulo completo. A figura nº. 3 mostra as unidades referentes à parte da primeira etapa, construída na ETE incluindo a ampliação.


[1] Historiadora, Cuiabá, agosto, 2009.

[2] APMT, Relatório de Presidência de Província n° 29, Cuiabá,1894.

[3] APMT, Mensagem nº 31, p.18v a 20v, Cuiabá, 1896.

[4] APMT, Relatório da Prefeitura Cuiabá, A-9, 1933.

[5] História da Energia Elétrica em Mato Grosso , gestão Engº de Minas Benedito de França Barreto,Cuiabá, 1983.

[6] O Estado de Mato Grosso, Cuiabá, 24.03.1968. APMT, prat. 02-B, cx. 033, 1968


O tratamento preliminar destina-se a remoção de sólidos grosseiros e areia; os dispositivos utilizados para tal finalidade na ETE são: Gradeamento: O esgoto bruto sofre um gradeamento por grade de barras fixas de aço carbono, de limpeza mecanizada com a finalidade de reter sólidos grosseiros que poderiam vir a danificar os equipamentos pertencentes ao sistema. Caixa de Areia: Com a finalidade de reter sólidos mais finos pela sedimentação, ou seja, os grãos de areia devido as suas maiores densidades vão para o fundo da caixa, enquanto a matéria orgânica, de sedimentação mais lenta, permanece em suspensão, seguindo para as unidades de jusante. Calha Parshall: é um dispositivo de medição de vazão na forma de um canal aberto com dimensões padronizadas. A água é forçada por uma garganta relativamente estreita, sendo que o nível da água à montante da garganta é o indicativo da vazão a ser medida, independendo do nível da água à jusante de tal garganta. Tanque de Aeração: O esgoto entra no tanque de aeração com 27.184 m3 de volume, onde é intimamente misturado com os lodos ativados e submetido à ação de 8 aeradores mecânicos superficiais, tipo flutuante, o qual promove a introdução de oxigênio na mistura, além de garantir a circulação necessária para evitar a sedimentação da matéria orgânica. São utilizados 04 aeradores de 100 cv e 04 de 75 cv, sendo previsto originalmente a instalação de 16 aeradores. Decantador Secundário: Para remoção de lodo formado em suspensão no líquido, o esgoto é conduzido a um decantador circular de 42,00 metros de diâmetro, para remoção mecânica do lodo.

O principal objetivo do tratamento secundário é a remoção da matéria orgânica. Os processos de tratamento secundário são concebidos de forma a acelerar os mecanismos de degradação que ocorrem naturalmente nos corpos receptores. Assim a decomposição dos poluentes orgânicos degradáveis é alcançada, em condições controladas, em intervalos de tempo menores do que nos sistemas naturais.

A essência do tratamento secundário de esgotos domésticos é a inclusão de uma etapa biológica. Enquanto nos tratamentos preliminar e primário predominam mecanismos de ordem física, no tratamento secundário a remoção da matéria orgânica é efetuada por reações bioquímicas, realizadas por microorganismos.

Uma grande variedade de microrganismos toma parte no processo: bactérias, protozoário, fungos, etc. A base de todo o processo biológico é o contato efetivo entre esses organismos e o material orgânico contido no esgoto, de tal forma que esse possa ser utilizado como alimento pelos microrganismos. Os microrganismos convertem a matéria orgânica em gás carbônico, água e material celular. Essa decomposição biológica do material orgânico requer a presença de oxigênio como componente fundamental dos processos aeróbios, além da manutenção de outras condições ambientais favoráveis, como temperatura, pH, tempo de contato, etc.


O esgoto tratado por essa ETE, é derivado das sub-bacias, descritas a seguir, totalizando (atualizar14.784) economias: 

·       
Sub-bacia 16 que compreende os bairros: Jardim Cuiabá, Popular, Goiabeiras, Duque de Caxias, Jardim Independência, Jardim Primavera, Verdão, Cidade Alta, Jardim Ubatã (parte do bairro), Coesa, Nova Cuiabá, Mane Pinto, Porto e Jardim das Vivendas que é recalcado para a ETE pela estação elevatória Prainha/Mané Pinto.

·       
Sub-bacia 17 que compreende os bairros: Consil, Loteamento Miguel Sutil, Concadoro, Senhor dos Passos, Araés, Baú, Centro Norte, Centro Sul e Bandeirantes que é recalcado para a ETE pela estação elevatória Prainha/Mané Pinto.

·       
Sub-bacia 18 que compreende os bairros: Jardim Europa, São Mateus, Jardim Paulista, parte do Campo Velho, Dom Aquino, Poção, Jardim Guanabara, Areão, Lixeira, São João dos Lázaros e UNIC que é recalcado para a ETE pela estação elevatória do Gambá.

·       
 Sub-bacia 19 (parte) que compreende os bairros: Jardim Leblon, parte do Campo Velho, Pico do Amor, Jardim Tropical, Jardim Petrópolis, Grande Terceiro, Jardim Califórnia e Shangri-lá recalcado através das estações elevatórias do Gambá, Barbado e Prainha que é recalcado para a ETE pela estação elevatória do Barbado.

·       
As sub-bacias 18 e 19 possuem sistema de coleta do tipo separador absoluto.  A sub-bacia 16 e sub-bacia 17 são consideradas como sistema de coleta misto ou combinado e para possibilitar o transporte desse esgoto até a ETE, foi construído o interceptor que recalca o esgoto do Córrego Mané Pinto até a elevatória da Prainha/Mane Pinto.

ESTAÇÃO DE ESTAÇÃO DE ESGOTO DO TIJUCAL

Em 1985 foi implantado no bairro Tijucal, em Cuiabá, pela COHAB-MT – Companhia de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso, o núcleo habitacional do Tijucal, inicialmente com 4.000 (quatro mil) unidades residenciais distribuídas em (04) setores.

Por ser um núcleo habitacional, o projeto do bairro previa um sistema completo de habitação com sistema de coleta e tratamento dos esgotos sanitários. O tratamento previsto foi o de lagoas de estabilização, sendo 01 (uma) lagoa anaeróbias 02 (duas) lagoa facultativa e 01 (uma) lagoa de maturação. A estação não foi construída na sua totalidade, por esse motivo não entrando em funcionamento naquele período. Sendo assim, todo esgoto coletado no bairro, não tinha nenhum tratamento e era lançado nos córregos.

Em 1996 foi feito um levantamento para recuperação do sistema de coleta, transporte e tratamento do esgoto do bairro Tijucal, prevendo: Recuperação do sistema de coleta; Recuperação das elevatórias; Construção de novos emissários de recalque; Construção de nova estação de tratamento.

O sistema de coleta e tratamento dos esgotos só foi criado em 20/09/1999 (Dante de Oliveira – 1995-2002), fazendo parte do Projeto de Recuperação e Conservação do rio Cuiabá, que visava, principalmente, a recuperação dos afluentes desta bacia hidrográfica em 16 municípios. Foram instalados 3.580 metros de tubos de 150 mm, 250 mm e 300 mm na recuperação da rede de esgoto do bairro, houve a implantação de três estações elevatórias de esgoto (com potência entre 15cv e 50cv) para bombear o esgoto até ao sistema de lagoas de estabilização.

A Estação de Tratamento de Esgoto Tijucal possui uma área total de 39.2 ha., passando por seu interior uma linha de alta tensão da Eletronorte cujas distâncias legais foram respeitadas para implantação do sistema de tratamento.

Conforme depoimento do engenheiro Jorcy Aguiar a ETE Tijucal foi concebida por meio de coleta de três bacias, com reunião de cada bacia em uma Elevatória denominadas EE1, EE2, EE3. A Elevatória 1 (EE1) conduz o esgoto da Bacia 1, para a Elevatória 2 (EE2) e por sua vez conduz os volumes das bacias 1 e2 para a Elevatória 3(EE3). O total do Esgoto das 3 (três) bacias é reunido e conduzido para a Lagoa de estabilização situado no Bairro São Gonçalo a cerca de 5 km da EE3.

No entanto, não foi possível construir no bairro São Gonçalo, passando a construção para o bairro Tijucal.

Este sistema nunca funcionou plenamente, quer seja pelas 3 (três) Elevatórias, quer pela condição dos Emissários; as Elevatórias recebem carga de esgoto e drenam para os córregos adjacentes; que são afluentes do Rio Coxipó. As Elevatórias foram concebidas tendo um poço de sucção onde se instalaram bombas subversivas tipo ABS, FLYGT e abrigo para o Quadro de Comando.

Para o engenheiro João Batista Xavier, Todo sistema é composto por tratamento preliminar (caixa de areia, gradeamento e calha Parshal), uma lagoa anaeróbia, seguida por duas lagoas facultativas em paralelo, e uma lagoa de maturação. Sua capacidade é para tratar a vazão média de 30l/s
de forma simples e natural, com a ação de bactérias que depuram os esgotos. Não há o uso de produtos químicos ou equipamentos eletromecânicos.

Seu efluente final é lançado no córrego Imbaúval, que desemboca no rio Coxipó, manancial utilizado no abastecimento de parte da grande Cuiabá e afluente imediato do rio Cuiabá, um importante rio da bacia pantaneira.

Na lagoa anaeróbia (sem oxigênio) as bactérias presentes no esgoto degradam a matéria orgânica. Já a lagoa de maturação remove os coliformes fecais do esgoto, onde há um choque térmico de suas águas com temperatura diferente do esgotamento pré-tratado.

Para o conjunto de lagoas anaeróbio-facultativa-facultativa-maturação, a eficiência média de remoção de DQO (demanda química de oxigênio) é 94% para o período de chuva e estiagem e a de remoção média de DBO (demanda bioquímica de oxigênio) de 95 e 97% também para o período de estiagem e chuva.

A vazão atual média diária da estação no período das chuvas, mais crítico é de 22,5 L/s.

Atualmente o sistema ETE Tijucal, não atende somente o bairro tijucal, mas também os bairros São João Del Rey, Novo Milênio e Residencial Flor do Serrado.

Caso não houvesse a implantação do sistema de tratamento de esgoto do Tijucal, que recebe o esgoto doméstico proveniente dos bairros citados acima com aproximadamente ......... habitantes, todo esse esgoto seria lançado in natura nos córregos da região sendo direcionado para o rio Coxipó que deságua no rio Cuiabá trazendo a poluição dos mesmos.


SISTEMA DE ESGOTO DA COOPHAMIL

O Bairro Coophamil foi projetado com duas bacias distintas; A primeira afluiria para uma elevatória não comporta a sobrecarga e ocorrem os desagradáveis refluxos para uma elevatória que recalcaria o esgoto para um tanque Imhoff e a segunda em cota privilegiada afluiria diretamente para o tanque. A exemplo do Tijucal a Bacia 1 tem as residências construídas abaixo do nível da Rua e somente opera como rede coletora de esgoto no período seco; e quando ocorrem elevadas precipitações a estação elevatória não comporta a sobrecarga e ocorrem os desagradáveis refluxos.

A ETE por sua vez teve a sua operação comprometida, pois o emissário cuja função é levar o esgoto tratado até o Rio Cuiabá, operava ao contrário no período de cheia inundando a Estação que teve que ser abandonada e destruída.

Atualmente se ocorre chuva de pouca intensidade e não falta energia, a situação é amenizada porque a elevatória opera mantendo um nível que não permite o refluxo; Porém sempre ocorre em conjunto a falta de energia e a chuva, o que torna dramática a situação dos moradores; e por ser um problema gerado por erros de execução das obras residenciais, está fora do limite de competência da Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso – SANEMAT, hoje Companhia de Saneamento da Capital - SANECAP que se ocupa em minimizar apenas as concorrências.


SISTEMA DE ESGOTO DO NÚCLEO HABITACIONAL – CPA

O núcleo Habitacional CPA I foi ocupado no final da década de 1970 com 941 unidades Habitacionais (941 ligações de esgoto), 11.850 metros de coletores 150 mm todo em cimento amianto.

O sistema de coleta e transporte é de excelente qualidade, pois tem índice baixo de manutenção na rede coletora, talvez favorecido pela topografia do terreno, visto que todo o sistema escoa por gravidade.

O maior problema continua sendo a contribuição indevida de água pluvial na rede coletora de esgoto que não foi projetada para receber grande vazão de água de chuva. Por outro lado, aproximadamente 5% dos emissários estão comprometidas pela invasão de grileiros, onde edificaram o bairro Ouro Fino.

Os dejetos coletados neste bairro têm como tratamento dois módulos do tipo decanto digestor – IMHOFF tamanho 2X75 m um em cada bacia. A bem da verdade estes tanques nunca tiveram monitoramento no que diz respeito a sua eficiência de tratamento por uma questão de prioridade política cuja situação atual é de completo abandono. Hoje se encontra desativado e futuramente será interligada no coletor tronco, no Projeto Gumitá.


SISTEMA DE ESGOTO DO NÚCLEO HABITACIONAL DO CPA I I.

O Núcleo Habitacional CPA II foi construído na seqüência do CPA I cujo limite é apenas uma avenida, com padrão de qualidade considerado um dos melhores do tipo COHAB. Este bairro é habitado eminentemente por funcionários públicos, profissionais liberais de classe média. Em 1994 existiam neste Núcleo 2.743 unidades habitacionais conseqüentemente 2.743 ligações de esgoto sanitário.

Neste núcleo foram assentados 28.877m de coletores em PVC e 343 poços de visitas com tampões de ferro articulados.             Uma pequena parte esta sobe casas da própria COHAB, e casas do grilo Tancredo Neves. Existe também grande contribuição de água de chuva nos coletores de esgoto, que não comporta tamanha vazão, ocasionando retorno para dentro das residências por ocasião das chuvas.

Estações Elevatórias e Tratamento -    Foram planejadas e construídas no Núcleo Habitacional CPA II – 3 Estações Elevatórias. EE – 01 – Q =      16,60   1/s -     Hm = 16,78 mca - EE – 02 – Q = 11,1/s, Hm = 7,16 mca - EE – 03 – Q =             19,53   1/s -     Hm = 29,54 mca. Todas as Elevatórias hoje se encontra em funcionamento.


SISTEMA DE ESGOTO DO NÚCLEO HABITACIONAL CPA III

Este Núcleo Habitacional é o mais problemático em relação aos demais CPAs. Foram planejadas e construídas 4.406 unidades habitacionais com 4.406 ligações de esgoto. Neste Núcleo pode-se dizer que ocorreu a maior invasão da área de servidão. Nesta área estão coletores emissários e elevatórios, cujo novo bairro chama-se Jardim Brasil. Em 1994 foi dectado neste Núcleo o assentado 36.149m de coletores PVC – diâmetro 150 mm. Boa parte desses coletores principalmente aqueles que margeiam o córrego 3 Barras estão sob barracos do Jardim Brasil praticamente impossível de ser recuperado.


Núcleo Habitacional CPA IV

Este Núcleo foi o ultimo a ser construído na região do CPA. Foram planejadas e construídas 3.988 unidades habitacionais c/ 3.988 ligações de esgoto, cujo abastecimento de água é feito por dois poços tabular profundo tabulado dentro do bairro bem como pela interligação da rede no sistema da ETA II. Foram assentados 31.937m de coletores em PVC - diâmetro 150 mm que tem problemas de invasão da área da servidão que tange o córrego 3 barras conhecido como Jardim Brasil. Elevatórias e Tratamentos - Neste Núcleo foi projetado e construído pela metade uma estação elevatória, cuja área já foi requisitada pela Arquidiocese, para ampliação da Igreja. O Tratamento dos efluentes foi projetado para ser lançado na lagoa do CPA III.

A PROPOSTA à época consistia em colocar parte da rede em funcionamento, devendo remanejá-la para o passeio o que facilitaria a manutenção e operação. Este remanejamento esta todo ele desenhado faltando apenas orçamento cuja proposta esta na DVEP. Com relação à elevatória, há necessidade de reconstruí-la por completo. O recalque desta elevatória foi começado e não terminado necessitando, portanto da sua complementação.

- Priorizar o setor de esgoto da companhia no sentido de garantir na manutenção do sistema.
- Investir nos recursos humanos da área de esgotamento sanitário no sentido de fomentar a criação de tecnologia de baixo custo apropriada a região de Mato Grosso.
- Programar de forma objetiva e contínua a educação sanitária no sentido de melhor utilização da infra-estrutura implantada no Bairro.
- Aplicar penalidade através do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – CREA para os profissionais que assinar recebimento de obra ou projeto que evidentemente não tem condições de ser operacionalizadas.

Conclui-se, portanto que o sistema de esgotamento dos bairros de Cuiabá já consumiu muito dinheiro e cujo objetivo final foi conseguido parcialmente; Restabelecer a plenitude de funcionamentos exigira grande volume de investimentos que deverão ser aplicados em obras duradoura e eficiente, as soluções em curto prazo aqui apresentadas devem ainda ser confrontadas com a solução integrada através da ETE D. Aquino que opera muito abaixo de sua capacidade nominal.

Devemos considerar ainda como um fator de degradação dos sistemas, a redução de investimentos na operação e manutenção em função dos resultados finais obtidos, pois a questão tornou-se irreversível quando houve um comprometimento das instalações pela concepção de projeto não resultando, portanto nenhum beneficio Ambiental.


Núcleo Habitacional Morada do Ouro

Este Núcleo foi projetado com 1.944 unidades habitacionais e 1.944 ligações de esgoto. Este sistema esta funcionando a contendo com relação à rede coletora, pois a pouca reclamação com relação ao entupimento.

9.2 – Situação: Rede, Elevatória e Tratamento.

Neste bairro existe 12150m de coletores em cimento amianto e duas elevatórias:

                        EE       -          01        -          21,2m3/H

                        EE       -          02        -          62m3/H

O tratamento é feito através de lagoas de estabilização que esta funcionando de forma precária.

Proposta para Reabilitação à época:

Como proposta afim d garantir o pleno funcionamento do sistema de esgoto sanitário deste Núcleo, deveremos garantir bomba reserva e componentes do quadro de comando.

No que tange ao tratamento há necessidade em primeira mão de efetuar limpeza geral na área externa da lagoa, e reparar a cerca de proteção da lagoa. Considerações Finais: O que está descrito aqui é apenas um capitulo da problemática do sistema de coleta e tratamento de esgoto. Sob o nosso ponto de vista o assunto necessita ser examinado com maior profundidade, pois percebemos que tudo que foi descrito teve inicio no planejamento, depois projeto, obra e veio a eclodir na área operacional. Assim, podemos exemplificar a Coophamil que foi edificada em terreno bastante acidentado sem drenagem do lote, cujo tratamento foi implementado abaixo da cota de inundação do Rio Cuiabá.

O Parque Cuiabá serve de modelo de como não se deve fazer um sistema de esgoto sanitário. Ali tem de tudo; vala única para água e esgoto, ramal domiciliar único para água e esgoto, cadastro não confere com a realidade, poço de visita encoberto pela capa asfáltica, galeria de águas pluviais interligada com a rede coletora de esgoto, tratamento de lodos ativados situado abaixo da cota de inundação do corpo receptor, elevatória sem cesto de gradagem de sólidos, recalque da elevatória executado em PVC aéreo sem ancoragem etc.

A época técnica da SANEMAT fez as seguintes sugestões:
- Estabelecer política clara e bem definida com relação à política de saneamento (esgotamento sanitário) em todo o estado de Mato Grosso.
- Não só melhorar, mas fazer cumprir as diretrizes para projeto de obra de esgoto no estado d Mato Grosso.
- Propor convênio entre Sanemat e Prefeitura no sentido da Companhia também participar do habite-se evitando assim futuras contribuições de águas de chuvas nos coletores de esgoto.

Hoje (dezembro/2009) técnicos da área de esgoto da SANECAP informam que foram desativadas 2 Estações Elevatórias da Morada do Ouro, e o sistema está interligado ao Coletor Tronco do Barbado, sendo tratado pela Estação de Tratamento de Esgoto – ETE D. Aquino.


Estação de Tratamento de Esgoto – Lagoa Encantada

– Estação Elevatória e Lagoa de Tratamento. No CPA III foram projetadas 3 estações Elevatórias com as seguintes características: EE– 01 – Q=   6,98     1/s -     Hm=18,92 mca, p=7 CV; EE - – 02 –Q=3,201/s, Hm=7,5 mca - p=10 CV - EE– 03          –Q=    9,78     1/s, Hm=         16,93 mca, p=7 CV.

Todas completamente desativadas sem quadro de comando bem como sem padrão CEMAT, que foram todos roubados. As lagoas (uma de estabilização e duas de maturação) estão completamente tomadas pelo mato.

Proposta para Reabilitação:     Com relação às elevatórias há necessidade de recuperar por completo todas elevatórias como: Quadro de Comando, Poço de Sucção, Padrão Cemat, Iluminação, Bombas e Cerca de Proteção.     Na lagoa de estabilização há necessidade de recuperação do talude da lagoa, limpeza interna da lagoa, construção de aproximadamente 300 metros de coletores na cabeceira da lagoa, bem como reflorestamento de toda área da lagoa.

As Lagoas nasceram da necessidade de abrigar os esgotos do núcleo habitacional do CPA (I), no governo Frederico Campos (1979-1982). A Estação de Tratamento de Esgotos foi projetada pelos engenheiros Rubem Mauro Palma de Moura, Renato Trida Gomide, Wilson Auerswand e Guilherme Júlio Muller de Abreu Lima (1982) e, atualmente, recebeu o nome de ETE Lagoa Encantada, nome este, escolhido por meio de votação, pela população cuiabana, principalmente os moradores da região norte. O projeto completo das lagoas foi implantado em 1982 para atender os bairros CPA II, CPA III e parte do CPA IV.

São três Lagoas de Estabilização, sendo uma Lagoa Facultativa e duas Lagoas de Maturação. As lagoas da E.T. E do CPA III foram construídas com as seguintes dimensões: Lagoa Facultativa Largura – 155,80 m, Comprimento – 427,80 m, Profundidade – 1,25 m. As lagoas de maturação possuem as seguintes dimensões: Lagoa de Maturação - Largura – 97,60 m, Comprimento – 335,20 m, Profundidade – 0, 90, num total de 31,7 hectares.

As lagoas de estabilização representam o habitat de uma enorme variedade de organismos vivos, os quais se reproduzem de acordo com a disponibilidade de alimento. A biota presente nas lagoas de estabilização é formada basicamente por algas, bactérias, protozoários, fungos e animais superiores. Todos esses microrganismos reproduzem-se na medida em que há alimento disponível.  O esgoto bruto entra em uma extremidade da lagoa e sai na outra extremidade; ao longo desse percurso uma série de mecanismos contribui para o tratamento e purificação desse esgoto.

O tratamento acontece de forma natural e por isso o sistema é submetido à predominância dos fenômenos naturais, como clima, radiação solar, temperatura, chuvas e ventos, por 27 anos (14/08/2009).

PROJETO REVITALIZAÇÃO DA LAGOA ENCANTADA

O espaço utilizado entre a Lagoa Facultativa e as Lagoas de Maturação, atualmente serve como percurso entre os bairros e o espaço da área na ETE, era utilizado como depósito de lixo e de animais mortos que provocava constante odor na redondeza, causando incômodos aos transeuntes.

Quando o prefeito Wilson Santos assumiu o governo, em 2005, a Companhia de Saneamento da Capital - Sanecap, a Prefeitura Municipal de Cuiabá, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade Popular Comunitária (UPC), Fórum Popular da Luta pelo Saneamento e Vida e Associação dos Moradores do CPA III, cuja união resultou em os “Amigos da Lagoa” tomaram a iniciativa conjunta, propondo a operação e otimização do sistema de tratamento de esgotos do CPA III, visando a urbanização e paisagismo da área, além de propor medidas de reutilização do efluente final em fertirrigação e piscicultura.

No mesmo ano, a ETE recebeu o nome de Lagoa Encantada, sendo que a partir daí,

A Prefeitura de Cuiabá/Sanecap (2005-2009) conseguiu recursos financeiros para a execução das ações para a otimização constante do sistema, assim como parcerias com os órgãos fiscalizadores e principalmente com a população circunvizinha para a manutenção das ações a serem desenvolvidas, tendo em vista que segundo o Art. 225 da Constituição Federal: “Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum ao povo e essencial à qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à Coletividade o dever de defendê-la para as presentes e as futuras gerações.”.

A operação e otimização do sistema consistirá em maximizar a eficiência das unidades de tratamento neste sistema. O processo de urbanização e paisagismo deverá conter soluções para condicionar ao ambiente, perspectiva de visitação pública e de educação ambiental com a utilização de um viveiro escola.

A fertirrigação e piscicultura se apresentam como alternativas de re-utilização do efluente final para produção de biomassas na forma de peixes ou de alimentos de origem vegetal, sendo utilizada como uma unidade suporte de um  Laboratório Escola e um Projeto de Pesquisa, coordenado pela UFMT, cujo objetivo geral é a maximização do processo de tratamento, reuso dos efluentes e urbanização da área do sistema de tratamento. Recuperação da área degrada e melhoria estética do sistema.

O objetivo da Estação de Tratamento de Esgoto da Lagoa Encantada visa atingir os seguintes objetivos: Melhoria nas condições higiênicas locais e o conseqüente aumento da produtividade da população; Conservação dos recursos naturais das águas em especial; Coleta e afastamento rápido e seguro do esgoto sanitário; Disposição sanitariamente adequada do efluente; Eliminação de focos de poluição e contaminação assim como de aspectos estéticos desagradáveis; Proteção da comunidade e estabelecimentos de jusante; Preservação de áreas para lazer e práticas esportivas.

Na ampliação deste sistema, com a futura ampliação também foram considerado os efluentes dos seguintes bairros: Novo Paraíso I, Residencial Padova, São Tomé, Aroeiras, Condomínio Morada da Serra e parte do Ouro Fino e Nova Conquista, estes fazem parte da área localizada à montante dos mesmos. A implantação deste sistema de tratamento será em dois módulos, sendo a vazão média de cada módulo igual a 100 l/s e o período de alcance do projeto considerado foi para 20 anos.

A Estação de Tratamento de Esgoto Lagoa Encantada tem o objetivo específico de b
eneficiar toda a população do CPA com a ampliação do Sistema de Tratamento de Esgoto dos bairros CPA II, CPA III e parte do CPA IV, Novo Mato Grosso localizados em Cuiabá – MT.

Com o Projeto de Revitalização e Reurbanização da Área da Estação de Tratamento de Esgoto ETE Lagoa Encantada, assim como com a otimização do sistema, implantando um Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente e reformas necessárias, a capacidade total de tratamento do sistema aumentará em 60% para remoção de carga orgânica. Maiores eficiências também poderão ser alcançadas quanto à qualidade do efluente tratado, que poderá atingir 99,9999 % de remoção de patogênicos.

O referido projeto, também terá aumento de sua contribuição social, tendo em vista que com a implantação do Centro de Educação Ambiental, do Viveiro-Escola e do Laboratório Escola na área da Estação, os alunos terão acesso a informações importantes para a sua formação como cidadão dando o verdadeiro valor ao maio ambiente. O ambiente da ETE Lagoa encantada poderá ser transformado em uma área de visitação e lazer para a população, já que será tratado de forma efetiva o aspecto ambiental, visual e estético do local.


TRATAMENTO PRELIMINAR

O tratamento preliminar é composto por Desarenador e Calha Parshall, tem por objetivo remover por ação física o material sólido grosseiro, além dos sólidos decantáveis como areia. As principais finalidades da remoção dos sólidos grosseiros são:

Ø      Proteção dos dispositivos de recalque;
Ø      Proteção das unidades de tratamento subseqüentes;
Ø      Proteção dos corpos receptores.

No Desarenador ficam retidas, por sedimentação, as partículas minerais pesadas com predominância de areia. A matéria orgânica, sendo de sedimentação bem mais lenta, permanece em suspensão, seguindo para as unidades de jusante.

Após o Desarenador foi prevista uma Calha Parshall, para controle da velocidade no canal de sedimentação, para medição de vazão e aplicação de produtos químicos.

As finalidades básicas da remoção da areia são:

Ø      Evitar abrasão nos equipamentos e tubulações;
Ø      Eliminar ou reduzir a possibilidade de entupimento de tubulações, tanques e orifícios;
Ø      Facilitar o transporte líquido, principalmente à transferência de lodo, em suas diversas fases.


TRATAMENTO SECUNDÁRIO

O tratamento secundário será através de Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente. No reator a biomassa cresce dispersa ao meio, formando pequenos grânulos.

A concentração das bactérias é bastante elevada formando uma manta de lodo. O efluente entra embaixo do reator e possui fluxo ascendente.

Seu funcionamento é bastante simples. O afluente entra pelo fundo de uma caixa circular divisora de vazão, localizada no centro e acima do nível d’água. Ai ocorre um fluxo radial divergente para vertedores, que alimenta pequenas câmaras, cada qual dotado de uma tubulação que vai até o fundo do reator.

Junto ao fundo do reator apresenta-se o desenvolvimento de um leito de lodo bastante concentrado, com excelentes características de sedimentação (4% a 10%, e, 40.000 a 1000.000 mgST/L).

Acima do leito de lodo desenvolve-se uma zona de crescimento bacteriano mais disperso, denominado manta de lodo, em que os sólidos apresentam velocidades de sedimentação mais baixas. A concentração do lodo nessa zona usualmente varia entre 1,5% e 3%. O sistema é auto-misturado pelo movimento ascendente das bolhas de biogás e de fluxo de esgotos através do reator. A remoção do substrato ocorre através de todo o leito e manta de lodo, embora esta seja mais pronunciada no leito de lodo.

O lodo acumula no fundo do reator deverá ser retirado periodicamente por tubulações próprias. No topo do reator, encontra-se o separador gás/líquido/sólidos.

O reator anaeróbio de fluxo ascendente (RAFA Ou UASB –Upflow Anaerobic Sludge Blanket) será construído em concreto, totalmente fechado, e em sua laje de cobertura serão instaladas tampas de visita.

Como o tanque é fechado, o gás sai por tubulação apropriada, passando por uma válvula corta chama e posteriormente, por uma tubulação, lançado na atmosfera, ou queimando em dispositivo apropriado.

O queimador de gases será localizado no final da tubulação captada dos gases, contendo também uma válvula corta chamas.

Atualmente, a ETE Lagoa Encantada trata o esgoto dos bairros já citados e Bairro Novo Mato Grosso, com uma população total de 42.300 habitantes.  Apresenta carga orgânica com valor médio de 260 mg/l (DBO) e lança no meio ambiente um esgoto tratado com carga orgânica com valor médio de 68 mg/l; apresentando uma eficiência de 73% de remoção de carga orgânica, cujo sistema funciona há 27 anos.

O tratamento do esgoto sanitário é essencial para proteção da saúde pública, pois aproximadamente cinqüenta tipos de infecções podem ser transmitidos de uma pessoa doente para outra sadia.

O esgoto quando não tratado pode contaminar a água utilizada no abastecimento, nos alimentos, nos utensílios domésticos ou pode ser transportado por insetos provocando assim nova infecção.

Outro aspecto importante é a preservação do meio ambiente, pois as substancias presentes nos esgotos exercem ação deletéria nos corpos d’água, onde a matéria orgânica ocasiona o consumo do oxigênio dissolvido provocando assim a morte de peixes e outros organismos aquáticos, além de causar o escurecimento da água e a geração de maus odores.


Projeto Técnico de Ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário

O acompanhamento periódico da evolução da vazão e concentração dos esgotos afluentes à ETE, permitirá a definição exata da implantação do segundo módulo de tratamento.

Atualmente – 2009

O presente documento visa na Elaboração do Projeto de Ampliação do Sistema de Tratamento de Esgoto dos bairros, CPA II, CPA III e CPA IV, localizados em Cuiabá – MT.

Cuiabá apresenta um total de 55.724 (2009) ligações faturadas de esgoto, o que representa uma cobertura de 38% do total de ligações da capital em relação à coleta de esgoto, onde 29% do total de ligações encontram-se efetivamente tratado no município de Cuiabá.

O principal Sistema de Tratamento é a ETE Dom Aquino do tipo Lodos Ativados com Aeração prolongada e ainda conta com 5 sistema de lagoas de estabilização e 17 pequenos sistemas de Fossa Séptica/ Filtros Anaeróbios que apresentam baixa eficiência.

A água usada nas casas, nos comércios, nos hospitais e nas indústrias vira esgoto. Essa água suja não pode ser jogada nos rios, córregos, riachos e fontes de água limpa. Deve correr por canos de esgotos debaixo da terra e ir direto para uma ETE – Estação de Tratamento de Esgoto.

Atualmente, a coleta de esgoto de Cuiabá é realizada por meio de dois sistemas distintos: sistema misto (coleta de águas pluviais e esgoto em um único sistema) e sistema separador absoluto (coleta o esgoto em separado das águas pluviais). O sistema de tratamento de esgoto é operado por sistema convencional tratado e não tratado, sistema isolado convencional tratado e não tratado, e condominial não tratado.

Todavia, a maioria dos bairros de Cuiabá, principalmente nas periferias, o grau de cobertura com Esgotamentos Sanitários, é deficiente, não existindo a coleta nem tratamento de esgoto, e a disposição final dos resíduos sólidos. Tal fato leva a população cuiabana a utilizar outra forma de esgotamento, como Fossas Sépticas e Rudimentar ou, simplesmente descarta este resíduo a céu aberto em ruas ou em córregos.

Todavia, para amenizar tal situação, em novembro de 2007, o Governo do Estado de Mato Grosso assinou o Contrato de Repasse N. 2628.218406-07/2007/Ministério das Cidades/CAIXA objetivando a execução de ações relativas à Apoio a Implantação e Ampliação do Sistema de Esgoto Sanitário em Municípios Integrantes de Regiões Metropolitanas, Regiões Integradas de Desenvolvimento Econômico (RIDE), Municípios com população superior a 50 mil habitantes, com recursos oriundos do Programa de Serviços Urbanos de Água e Esgoto – PAC, com recursos do Orçamento Geral da União.

Em fevereiro de 2008, o Governo Estadual, através do Termo Aditivo ao Contrato de Repasse ora especificado, incluiu como agente interveniente executor a Prefeitura Municipal de Cuiabá/Companhia de Saneamento da Capital – SANECAP.

Os Projetos aludidos ao Contrato de Repasse prevêem a execução de Ações de Saneamento Básico e que compreenderão as seguintes intervenções: Rede coletora de esgoto, Estações elevatórias, Emissários, Ligações domiciliares, Ampliação, complementação e reforma da estação de tratamento de esgoto.

Um Sistema de Tratamento de Efluentes composto por Lagoa de Estabilização consiste basicamente na retenção dos esgotos por um período de tempo suficiente para que os processos naturais de estabilização da matéria orgânica se desenvolvam

A eficiência atingida hoje pela ETE ainda não compromete o corpo receptor, que são o Córrego do Caju que deságua no Córrego Gumitá; porém com a evolução populacional dos bairros já interligados no sistema, e com o aumento do número de bairros que surgem no entorno, o sistema de tratamento deverá ser otimizado para atender os padrões de lançamento exigido pelas legislações vigentes.   Conforme taxa de crescimento e evolução populacional estabelecidos pelo IBGE; a população dos bairros interligados deve chegar a 64.000 habitantes

Conclusão.

O tratamento do esgoto sanitário é essencial para proteção da saúde pública, pois aproximadamente cinqüenta tipos de infecções podem ser transmitidos de uma pessoa doente para outra sadia. O esgoto quando não tratado pode contaminar a água utilizada no abastecimento, nos alimentos, nos utensílios domésticos ou pode ser transportado por insetos provocando assim nova infecção. Outro aspecto importante é a preservação do meio ambiente, pois as substancias presentes nos esgotos exercem ação deletéria nos corpos d’água, onde a matéria orgânica ocasiona o consumo do oxigênio dissolvido provocando assim a morte de peixes e outros organismos aquáticos, além de causar o escurecimento da água e a geração de maus odores.

– SANECAP, tem por interesse o atendimento de todas as solicitações necessárias em conformidade com a Lei Complementar n° 38 de 21 de novembro de 1995, Código Ambiental do Estado de Mato Grosso, para melhor proteção e preservação do meio ambiente.

Conclusão

Atualmente, a Estação de Tratamento de Esgoto do CPA III, trata uma vazão média de 104 l/s, sendo que futuramente esta vazão será aumentada com a ampliação do sistema de esgotamento sanitário tratamento será em dois módulos, sendo a vazão média de cada módulo igual a 100 l/s. O período de alcance do projeto considerado foi de 20 anos. 

BIBLIOGRAFIA

-         Aguiar, Engº Jorcy Francisco de França, dados técnicos sobre esgoto, Cuiabá, 1994.

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-         Barreto, Neila Maria Souza Barreto, Texto Histórico, Cuiabá-MT.

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-         Pedroso, Engº Gilson W, dados técnicos sobre esgoto, Cuiabá, 1994.

-         Sperling, Marcos Von – Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. – 2 ed. 1996.

-         Silva, Engº Noé Rafael, dados técnicos sobre esgoto, Cuiabá, 1994.

-         SANEMAT – Estudo de Concepção do Sistema de Esgotamento Sanitário. Cuiabá/MT

-         Xavier, Engº Batista Xavier, dados técnicos sobre esgoto, Cuiabá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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05 de Setembro de 2010
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03.09.10 21h04
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03.09.10 17h51
Atendimento Operacional da Sanecap para o final de semana
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Sanecap disciplina uso do aterro sanitário
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